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Plano de Gestão de Riscos

Introdução

A gestão de riscos é um componente essencial no desenvolvimento de software, garantindo que os projetos alcancem seus objetivos com sucesso e dentro do prazo previsto. Este plano de gestão de riscos tem como objetivo identificar, analisar, priorizar e mitigar os riscos potenciais que podem surgir ao longo do ciclo de vida do desenvolvimento de software. Este documento fornece uma visão geral das estratégias e processos que serão implementados para assegurar que os riscos sejam gerenciados de maneira eficaz, minimizando impactos negativos e promovendo a entrega de um produto de qualidade.

Tipos de risco

Os riscos foram divididos nessas seguintes categorias:

  • Externo
  • Gerencial
  • Organizacional
  • Técnico

Definições

Probabilidade e impacto dos riscos

Nível Probabilidade Porcentagem de certeza
1 Muito baixa 0% - 19%
2 Baixa 20% - 39%
3 Média 40% - 59%
4 Alta 60% - 79%
5 Muito alta 80% - 100%

Impacto

Nível Impacto
1 Muito baixo
2 Baixo
3 Médio
4 Alto
5 Muito alto

Matriz de probablidade X impacto

Probabilidade / Impacto Muito baixo Baixo Médio Alto Muito alto
Muito baixa 1 2 3 4 5
Baixa 2 4 6 8 10
Média 3 6 9 12 15
Alta 4 8 12 16 20
Muito alta 5 10 15 20 25

Graus de risco

Grau Risco
1 - 5 Baixo
6 - 12 Médio
15 - 25 Elevado

Levantamento de riscos

Tabela de Riscos

Risco Descrição Categoria
R01 Dificuldade com as tecnologias definidas Técnico
R02 Saída de algum integrante do projeto Gerencial
R03 Divergência nos horários disponíveis dos integrantes Organizacional
R04 Alteração no escopo do projeto Gerencial
R05 Integrante com problema de saúde Externo
R06 Indisponibilidade do cliente ou de especialistas para esclarecimento de requisitos Externo
R07 Sobrecarga de membros da equipe Gerencial
R08 Falha de equipamento Externo
R09 Dependência entre atividades Organizacional
R10 Problemas com a infraestrutura de rede Técnico
R11 Resultados insatisfatórios da solução desenvolvida Técnico
R12 Falta de dados adequados para desenvolvimento e validação Externo

Causa e Consequência dos Riscos

Risco Causa Consequência
R01 Falta de experiência da equipe com as tecnologias utilizadas Atrasos no desenvolvimento e aumento da curva de aprendizado
R02 Desistência ou imprevistos pessoais de integrantes Redução da capacidade da equipe e sobrecarga dos demais membros
R03 Conflitos de agenda entre os integrantes Dificuldade de comunicação e atraso na execução das atividades
R04 Mudanças nos requisitos solicitadas pelo cliente Retrabalho e impacto no cronograma do projeto
R05 Problemas de saúde de integrantes Ausência temporária e atraso nas entregas
R06 Falta de disponibilidade do cliente ou especialistas Dificuldade na definição de requisitos e atrasos no projeto
R07 Distribuição inadequada de tarefas Queda na produtividade e risco de burnout
R08 Problemas técnicos em equipamentos Interrupção do trabalho e perda de produtividade
R09 Forte dependência entre tarefas Efeito cascata de atrasos no cronograma
R10 Instabilidade ou falhas na rede/sistemas Dificuldade de acesso a ferramentas e atraso nas atividades
R11 Limitações da solução ou erros na implementação Entregas que não atendem aos requisitos esperados
R12 Falta ou baixa qualidade dos dados disponíveis Dificuldade na validação e baixa confiabilidade da solução

Prevenção e Solução dos Riscos

Risco Prevenção Solução
R01 Capacitação prévia da equipe e escolha adequada de tecnologias Buscar apoio externo, estudos adicionais ou simplificação da solução
R02 Documentação do projeto e compartilhamento de conhecimento Redistribuição das tarefas entre os membros restantes
R03 Planejamento de horários e definição de reuniões fixas Reorganização do cronograma e uso de comunicação assíncrona
R04 Definição clara de requisitos e controle de mudanças Replanejamento do projeto e priorização de funcionalidades
R05 Distribuição equilibrada de tarefas Redistribuição das atividades e ajuste no cronograma
R06 Agendamento prévio de reuniões com cliente/especialistas Tomada de decisões com base em suposições documentadas até validação
R07 Planejamento adequado da carga de trabalho Redistribuição de tarefas e ajuste de prazos
R08 Manutenção preventiva e uso de backup de arquivos Utilização de equipamentos alternativos e recuperação de dados
R09 Planejamento das atividades considerando dependências Reorganização da ordem das tarefas e ajuste no cronograma
R10 Uso de ferramentas confiáveis e planejamento offline Troca de rede ou uso de alternativas locais
R11 Testes contínuos e validações frequentes com o cliente Correção da solução e ajustes nos requisitos
R12 Busca antecipada por bases de dados adequadas Utilização de dados alternativos ou adaptação da solução

Monitoramento dos Riscos

Gráfico Impacto X Probabilidade de cada Risco por Sprint

Gráfico Impacto X Probabilidade Total por Sprint

Conclusão

No que tange aos riscos gerenciais, observa-se uma variação pontual no R02 (Saída de algum integrante do projeto) na Sprint 7. O aumento na probabilidade desse evento deve-se ao fato de esta ter sido a última semana letiva disponível para o trancamento de disciplinas na universidade, configurando um período crítico para a estabilidade da equipe. Em contrapartida, uma evolução positiva foi registrada a partir da Sprint 4 no risco externo R06 (Indisponibilidade do cliente ou de especialistas); a integração efetiva do Dr. Tiago nas reuniões semanais mitigou a probabilidade de falta de alinhamento, gerando um impacto positivo no andamento das atividades e facilitando o esclarecimento contínuo de requisitos.

A oscilação do risco gerencial R04 (Alteração no escopo do projeto) reflete diretamente a dinâmica de descoberta do projeto e o relacionamento com o cliente. Na Sprint 5, a identificação da necessidade de manipulação do formato de imagem DICOM gerou uma elevação temporária no score do risco. Embora a equipe tenha projetado uma estabilização na Sprint 6, a proximidade do fechamento da Release 2 (R2) na Sprint 7 trouxe uma nova solicitação por parte dos clientes, o que alterou significativamente o planejamento inicial e elevou os índices de probabilidade e impacto.

Por fim, os reflexos dessa mudança de escopo (R04) foram projetados para as sprints subsequentes, mantendo o nível de impacto fixado em seu grau máximo (5). Essa decisão gerencial preventiva baseia-se na necessidade de revalidar histórias de usuário e critérios de aceitação, o que consome tempo e esforço. Além disso, uma alteração estrutural nas etapas finais do ciclo de desenvolvimento impõe o risco de não cumprimento de algumas funcionalidades previamente planejadas. Portanto, manter o score elevado serve como um alerta estratégico para manter o time preparado e mitigar potenciais impactos em outras entregas do projeto.

Referências

Gestão de Riscos em Projetos de Software

Histórico de versões

Versão Data Modificação Autor
1.0 12/04/2026 Criação do documento Natália De Morais
2.0 12/04/2026 Adicionando Gráficos e explicação Natália De Morais